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Nenhum outro lugar que não seja essa cidade média

Um autor disse num conto que os costumes são formas concretas de ritmo, a dose do ritmo que nos ajuda a viver. Ouvi isso numa manhã fria de sol, lido por Daniel. Ele tinha feito o mate, o que combinava com Cortázar e com o conto, que se passa em Buenos Aires, mas naquele momento eu tomava. Sempre digo que não consigo fazer muitas coisas ao mesmo tempo, mas ali, eu ouvia a história dos coelhinhos, olhava para ele lendo, os detalhes dos seus dedos que viravam a página, a pele ao redor das unhas rachadas por causa do frio, a boca concentrada ao ler. Pensava também no sol: como pode algo assim tão maravilhoso? Como não morríamos de calor ali, com quatro blusas de lã ao sol? E eu pensava também naquela frase. No ritmo. E em como aquele momento era fora do tempo. Fora do ritmo. Fora de pauta. Desconexo.
Fico procurando as palavras certas. Quando eu fazia dança eu pegava fácil o ritmo. Sempre digo que em dança ou no ritmo das coisas em geral, eu tenho essa facilidade: andar no ritmo dos outr…

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