a morte

Eu precisava retornar a ele... novamente... àquela morte.
É que estávamos em voltas com a morte que eu já não sabia se aquela não era somente uma palavra, uma palavra qualquer. Tive que retornar a ele, e lá estava, encontrei... a ironia me olhou com olhos pretos desbotados que surgem do branco, branco brilhoso, cegante e sem graça... pouco charmoso eu diria... servia somente de fundo para ela, a ironia... e aquele era um caminho? para onde?
Sei que ali estava a morte... de um jeito calmo, como a vira da primeira vez e se eu a visse novamente penso que teria cabelos brancos, como aqueles fundos de olhos... e dentes amarelos (era isso, o amarelo de tudo que envelhece, o amarelo da palidez, o amarelo do esvair-se, esse amarelo que me perseguia) e então, frente à frente eu via, os dentes amarelos da morte... não da morte deles, os próprios dentes dela... os dentes do sorriso de ironia.

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