se numa noite de inverno um viajante

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de viajante quase nenhuma linha. o caderno comprado para as linhas só tem nomes e números, endereços e rostos...
como viajante não sei escrever (talvez porque nunca me sinta uma viajante, mas sempre em casa).
com o livro em minhas mãos algo treme, algumas querem sair e o dia é lento e a chuva é fina e ela cai em silêncio. o dia não tão frio como poderia ser.
o moço indiano disse que o dia é romântico, a moça brasileira disse que é clichê. nós vamos juntas para clichy... mas eu até acho o dia romântico, ou melancólico, romântico de um amor que já se foi... o dia é de se despedaçar... mas talvez paris nos dê um tanto da banal realidade que em marnay não há... talvez...
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há algo no clichê que escapa a ele. há algo em chorar na hora esperada que não é esperado. assim como o que volta ao voltar a clichy...
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há algo em paris que não é paris...

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