para que vocês possam entender ou torcendo para não errar o subjuntivo

vês o céu branco que continua branco branco no fundo no fundo?
aqui jorra uma chuva de verão, violenta e fria, na terra em chamas
vês o céu branco no fundo no fundo que continua e traz a neve
branca que cai branca e calma na terra gélida?
vês que não cais, mesmo querendo?
vês que se cais, restas junto aos teus

(il n’est pas seulement ce que tu vois autour de toi, mais ce que tu as en toi. ce que tu as au fond de l’estomac.)

corpos
que crias a cada vez
cada vez novos
e sem peso
corpos gota e barro, corpos baleia e nuvem
cobre só o que não és
descobre quantos outros tens

(on ne la voie pas, mais elle est lá)

doa o teu corpo novo e cai branco na terra morna
morna terra útero
olhos de mãe de filhos sem nome
vês como é quente para ti a chuva fria?
vê! não vês? e, no entanto sentes...

vês o céu branco que continua branco branco no fundo no fundo?

(il m’a vue dans ce moment-lá, et il m’a dit qui c’etait un portrait de la joie.)

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