um dia vou escrever algo pra ele. ele pra quem nunca escrevo. não dá pra dizer "vem cá" pra quem sempre está. mas um dia eu vou escrever algo pra ele, como quem transforma dia em poesia. e põe sangue e carne quente na água fria. a minha pele sempre quente e ainda de ressaca. tanto mais quente quanto mais fraca.
um dia vou escrever algo pra ele, só pra agradecer pelas manhãs que, por minha culpa, não acordou comigo, já que acordo cedo. toma café e volta a dormir? quero tua companhia também depois da noite, também depois da chuva, também depois do frio. por mais que quando é quente é mais difícil de se amar. a gente compra um ventilador, já que é o que dá. a gente compra em prestação, pra desafiar a cartomante e eu não precisar parar de sonhar. eu lembro um fusca, uma estrada de chão, os bons amigos e muito sol e eu lembro também daquela frase: eu te amo até com esse calor. meu sorriso e meu silêncio já te amavam até com muito pó. me ensina a pensar que eu te ensino a ser feliz. eu aposto que eu sei fazer isso mesmo que os meus pés suem e eu seja um pouco lenta, mesmo que eu me distraia e tenha mãos escorregadias...

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