eterno retorno

não quero esquecer os versos que pra ti escrevi, nem quero ser esquecida por eles, esses versos que adivinhei - em algo que é quase invento - serem para mim.
não quero que tudo caiba, nem que tudo seja bom como aquele moço bobo tantas vezes dizia.
eu quero o que cabe e o que é.
eu quero ser como os olhos dela, os olhos dela que desejo. eu aprecio quando ela olha. aprecio o seu olhar sobre mim, apesar de ter medo. a sua poesia, tão diferente da minha. tão mais crua, talvez mais forte. mas os seus olhos pedem socorro como os olhos dos cães. e são lindos em saber dizer não para o mundo, mas não saber dizer não para si mesma.
ela diz sim desprotegida.
eu não tenho nada contra pessoas que mentem, mas eu gosto dos embaralhados nessa tarefa. eu gosto de quem não sabe mentir e dos que nem utilizam a palavra verdadeiro pois isso nunca é uma questão. quando abro os olhos, quando abro os olhos. é só parede? é sempre mais. e os meus não pedem socorro como o dos cães pois não sabem fazer isso.
coisa triste é ter olhos mentirosos.
ela não. olhos profundos de quem olha para dentro. deita comigo, eu te prometo que não te corrompo com essa minha mania de mentir sem nem saber.

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