eu não moro no metrô, mas as vezes parece

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me ensina a pensar que eu te ensino a ser feliz? foi assim (que eu disse e foi). foi assim o meu pedido com cara de cadelinha alegre, abanando o rabo. me dá tua gravidade depois de pesar sobre mim? me salva do teu corpo um dia? e assim vivemos desse nosso corpo que se agiganta. eu não sei ver nosso fim (até onde vai tu e mim?). ainda no horizonte vejo nossos contornos e o nosso reflexo em muitos olhos. e eu deito aqui sozinha numa cama que não sustenta a minha leveza. a cama não sustenta, o pé desiste, e eu insisto em ser a mesma, mesmo longe. há de haver um modo de mudar de modalidade. dança comigo descoordenado? ri da minha cara? para de reforçar essa minha mania de pedinte, eu paro, parei. mas. dá pra saber o que eu peço? até no sonho dos outros a minha casa se move, o meu tapete voa com a sujeira que acumulei embaixo. no sonho daquela que é designativa, indefinida e elevada graça, é no movimento que a gente fica, é o movimento um lugar pra morar.

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inspiração: poliana e seu sonho



Comentários

Poli disse…
Mais que boniteza. Que bacana ver os pensamentos (que por ora são pensamentos em poesia) desdobrando-se assim... até chegarem num plano outro. Acho que aqui, estou a falar da amizade. De nosso encontro que parece ser sempre florido. Um presente. Belo. Obrigada, querida!
Agora que cheguei aqui, voltarei sempre.
Besitos
Poli

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