da febre e dos ratos (versão 1 ou ver insana sempre)


sabe alegre leve de doer? ele me disse, ao sair do cinema: “um filme necessário”. e eu continuo: é isso, “a febre do rato”, e seus personagens fumando maconha como qualquer um de nós, e seus personagens, coragem de amor reto como seria bom que aprendêssemos. amor em branco e preto. pra se viver. (já isso) coragem de poucos.
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sábia, alegre, leve, não é sem peso que a poesia atravessa a cidade, com as verdades de um poeta, a franqueza dos corpos imperfeitos, e o sexo que os sustenta.
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sabe alegre e forte porque presente de corpos, presente de poros quando os corpos desnudos em praça, os corpos, não estão se desnudando em coro, mas estão juntos. e eles andam, gritam, incomodam, fazem barulho, mas não fazem massa compacta. há poetas loucos que gritam na praça. mas não há heróis e não há santos, apenas um bando. sim, uma legião. sim, eles dizem sim e não há um pingo de romantismo barato para consolar nossa breguice.
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encontrei sindia linda na noite anterior falando de sagitariana alegria, alegria prova dos nove também dizem aqueles personagens. encontrei outros em outras noites falando de outros e de outras vozes. quantas citações de citações. e quem engolirá a quem? quantas frases de suas amantes não terão vomitado os filósofos empoeirados? melhor nossa bocetas, nosso útero (e o poder feminino de matar). melhor nossas bocas feitas de tantos roubos. melhor a força dos poetas que assumem o gozo.

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