Ressonância magnética



Vejam só, uma máquina de alta precisão que desenha, em detalhes cores e curvas, os traços mais ínfimos de nosso interior pelo encontro da radiação com a matéria, de tão precisa, ao mínimo movimento daquele que é desenhado, borra a imagem. Temos então, um erro de precisão? Ou um problema de definição? Para que existe o foco? Quando alguém desenha um objeto que está à sua frente, a imaginação completa os micromovimentos que o objeto acaba por fazer, ou mesmo, delineia sombras não tão precisas a partir daquelas que, com o passar do tempo, se transformaram. O preciso é o maior detalhe, ou o detalhe visível? Não seria preciso, para sermos mais precisos, deixar que os sons da rádio FM que procuram transcrever o corpo, ao invés disso, o traduzissem?



Entrando no tubo, da câmara de precisão, mesmo antes dos sons que proliferam, um empuxo. O corpo parece aterrissar, descomprimir, adaptar-se à gravidade. Mas está, para os olhos, parado. Para manter a integridade na imersão dos sons, melhor prevenir-se com uma rostificação: isso parece: rock, funk, música eletrônica. Um dos ruídos, uma música budista infindável e em alto volume preenche, ocupa o crânio, balança o fígado. Ritornelo?



Até que, de repetente, sugeriram suspender a sensatez e sistematizar sentidos somente por sentenças. Pensar por palavras parecidas, principiando pelo p., P de Paulo. Paulo procurava patos pelo plebiscito. Plenárias plenas de plebeus produziam problemas próprios. Era esse elo então errático. Eu encontrei elefantes enquanto enviava emissores escaparem. Amanhã amantes armarão armadilhas azedas antes de acalmar as almas. Aquele áudio alarmante ansiava acusar aleluias. Até amanhã amassaria azaleias amarelas?

Comentários

Postagens mais visitadas