Norte de vento noite


Norte de vento noite, aqui o vento
vem escuro escondendo no breu
o peso e a nuance.
Nem sereno cerúleo, nem roxo
carregado.
Aqui vem lento, de preguiça indormível
vem no encontro, sacudindo dos corpos
o equilíbrio e gravidade.
Vem lúdico, lúgubre, lúbrico
escorregadiço.
O vento vem abrigo. Vaza
nas esquinas anunciando, das Bibianas,
a dor, o desvario.
Resiste à dança e enquanto busca chão
ricocheteia
O vento chama: delírio.

Impostor disfarçando a letargia.

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